quinta-feira, 2 de julho de 2015

DAS MANHÃS SOZINHAS

Ah, vento das manhãs sozinhas
vens passageiro como quase brisa
e suavizas o tom grave da saudade
que, na verdade, grita-me tão perto

Decerto, ouviste as queixas madrugadas
quando, amparada por estrelas frias,
chovia as nuvens dos dias mais largos
em pingos bem magros de desfazimento

Ah, vento das manhãs sozinhas
tranquilo e manso, vens e me abraça leve
e, mesmo que breve, faz-me companhia
despedindo a agonia, a calma toma assento

Decerto, estás somente de passagem
outras paragens de ti necessitam
e solicitam o teu sopro suave e macio
que, mesmo frio, conforta, conforta

Então, vai...

...e leva contigo o meu agradecimento


DAS MANHÃS SOZINHAS - Lena Ferreira - 



  
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