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em silêncio

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... nesses dias incompletos busco uma palavra - de ouro ou prata - que preencha o poema da necessidade de ser mais útil à vida que me solicita humanidade (...) no meio desse caos em silêncio faço minha parte  - e sou grata - - Lena Ferreira -

convocação

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*** apressam-me as horas mas, debruçada no espelho da memória namoro demoradamente a imagem-reflexo de nós dizem - essas horas - que convocarei tristezas à ciranda do pensamento se insisto nessa demora tolas, todas... também os minutos, e segundos, que devotam empenho em demover-me do intento sabem nada, deixa... fico ainda um pouco mais   - dou passagem ao velho vento que, batizando o novo tempo, convoca borboletas e girassóis - - Lena Ferreira -

degrau por degrau

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... tua demora já não me apressa embora expressa, me diz quase nada além de toda essa indiferença a tudo aquilo que nos interessa marcaste um encontro; sem tua presença brindo por tudo que não se apreça - cada segundo veste-se de escada e degrau por degrau nos arremessa ao completo distanciamento -

e mais

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*** o vento traz, nos braços, novidade numa manhã de luz, de cor e festa já posso ver, pela janela, a fresta do novo ciclo, feito em claridade todo o ambiente aspira esse aroma o pensamento se refaz em viço e assim, renova o velho compromisso: sair, de vez, da incômoda redoma que impede o toque na realidade - mesmo que seja na adversidade preciso é inspirar esse bom vento que traz, nos braços, perfumes e flores e mais; promessas de curar as dores acumuladas ao longo do tempo - - Lena Ferreira -

por dentro

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... chegam-me notícias tuas pelas mãos delicadas de um brando vento chegam como fossem unguento pra esta saudade quase idosa cabelos brancos, tamanha a espera olhos que bem pouco enxergam o que tem se passado lá fora - como somente saber-te importasse - e quando me chegam essas tais notícias é como se um pássaro roçasse as suas asas bem aqui no meu peito - por dentro - - Lena Ferreira -

quase

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... trocava fácil esta dor sem prévio aviso mastigando o meu juízo - ferindo o seu lado direito -  no seu lugar poria a flor do teu sorriso junto a um verso mais conciso para acalmar este peito que pulsa doido quase para quase piro quase doida já deliro pressentindo a tua presença mas, tudo passa logo a dor dá uma trégua quase para então, respiro quase doida assim me inspiro do que essa troca não nega - Lena Ferreira -

como eu

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*** se te pareço ausente dessas coisas todas é porque teus pés prioritários não me reconhecem nesse outro caminho, estreito e estranho à procura das tuas perguntas soltas talvez teus olhos, acostumados com tribunas doutas, enxerguem somente o que te convém e já não olhem para o teu passado coirmão deste meu presente que sente tanto, e tudo, e muito sem intuito e sem remissão estacionado na esquina de outros pensamentos o meu olhar ainda espelha esperas e embora também te pareça ausente - como eu -  é todo teu, presente - como eu - - Lena Ferreira -