sábado, 22 de agosto de 2015

CLARA TARDE

Clara, a tarde se encosta
na varanda, preguiçosa,
entre as plantas viçosas
onde busco a resposta

Às perguntas mais vazias
que me chegam de repente
por um vento descontente
cheio de melancolia

Mas, com a tarde, vem a brisa
que, suave, me avisa
do silêncio que pondera

E a resposta amadurece
certo; o verbo então floresce
assim como a primavera


CLARA TARDE - Lena Ferreira
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